CFOs estão mudando rapidamente sua postura em relação à IA. Não por entusiasmo tecnológico, mas por leitura de risco. Quando IA vira infraestrutura, upskilling deixa de ser pauta de RH e vira decisão financeira.
Na primeira segunda-feira de 2026, escrevi no meu perfil do Linkedin que IA deixou de ser ferramenta e virou infraestrutura. Este artigo é a continuação direta desse raciocínio. Uma leitura sobre decisões, não sobre ferramentas.
O que mudou no pensamento dos CFOs
Nos últimos anos, segundo levantamentos citados pela ITPro, 59% dos líderes financeiros afirmam ter mudado sua percepção sobre o impacto da IA no desempenho empresarial. Essa mudança não é conceitual, ela é prática.
Não como experimento. Como aposta estrutural. E o que mais mostra essa mudança nesse perfil de liderança:
Em 2025: esse número cai para 4%, enquanto um terço já assume uma postura agressiva.
CFO não muda postura por entusiasmo. Muda por leitura de risco.
A falsa sensação de que o jogo é só tecnologia
Existe uma interpretação superficial desses números:
"As empresas estão investindo mais em IA."
A leitura que deve ser feita é outra:
As empresas perceberam que vão perder competitividade se suas pessoas não evoluírem junto com a tecnologia.
A própria Gartner sinaliza que até 2030 a IA impactará todo o trabalho de TI. Isso não é apenas automação. Significa:
- Funções redesenhadas
- Papéis fundidos
- Decisões mais distribuídas
- Lideranças pressionadas a pensar diferente
Esse número não assusta pelo volume. Assusta porque expõe um ponto cego. E é importante ressaltar, 'reconfiguradas' tem o impacto em posições que foram tanto impactadas com o avanço de ferramentas de IA que simplesmente não vão ser possíveis de serem executadas sem o uso dela, o irão gerar um gap de conhecimento e eficiência enorme.
Upskilling virou decisão financeira, não agenda de RH
Aqui está o ponto de maior impacto.
Upskilling deixou de ser:
- Benefício
- Treinamento pontual
- Iniciativa cultural
E passou a ser alavanca de resultado.
Líderes Financeiros estão entendendo algo que muitas lideranças ainda evitam encarar:
Projetos de IA generativa começaram a mostrar melhorias reais de ROI justamente quando tecnologia e capacidade humana evoluem juntas.
Quando isso não acontece, o que surge é:
- Ferramenta subutilizada
- Automação isolada
- Ganho fragmentado
- Frustração silenciosa
Tecnologia escala rápido. Pensamento não. Se não for trabalhado.
Por que isso importa para quem não é CFO
Talvez você não esteja na diretoria financeira. Mas o sinal que vem de lá é claro:
Se líderes historicamente conservadores estão:
- Revendo postura
- Acelerando investimento
- E colocando IA no centro da estratégia
É porque o custo de não evoluir ficou maior que o risco de investir.
Para líderes, gestores e empreendedores, isso muda o jogo.
Não se trata de aprender ferramenta. Se trata de reconfigurar capacidade de decisão, operação e leitura de negócio.
O erro que ainda vejo com frequência
Mesmo com mais orçamento e mais discurso, muitas empresas continuam errando no mesmo lugar.
Implementam IA sem clareza.
Sem:
- Diagnóstico real de maturidade
- Leitura de impacto por área
- Evolução estruturada das pessoas
- Integração entre estratégia, operação e narrativa
O resultado aparece rápido:
IA sem clareza não vira transformação. Vira custo sofisticado.
Clareza vem antes do Upskilling
O movimento dos CFOs não é sobre sair comprando tecnologia.
É sobre preparar a organização para operar em outro nível.
Upskilling eficaz começa antes do treinamento. Começa com:
- Clareza estratégica
- Leitura honesta de cenário
- Decisão consciente sobre onde evoluir
É exatamente nesse ponto que eu posso evoluir na discussão com seu time.
Ajudando lideranças e empresas a:
- Estruturar posicionamento
- Traduzir IA em decisão prática
- Integrar tecnologia, pessoas e operação
Sem hype. Sem promessa inflada. Com clareza.
Se esse tema já está no seu radar, ou começou a entrar agora, você pode me procurar.
A conversa não começa falando de ferramenta. Começa organizando pensamento.
Clareza vem antes da evolução.